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Considere aqui um lixão de pensamentos, (Prefiro que pense assim) onde estes são disparados como dardos nos momentos mais inesperados da minha vida, cavoque-os para encontrar pensamentos serios e profundos ou talvez bobagens sem sentido algum para você. As palavras aqui enterradas podem ter valor aos que sabem reconhecer ou para quem não tem absolutamente nada para fazer. Mas lembre-se sempre, Meu lixo, seu luxo.
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Livro das férias...

< Momento Sério >

Agora pouco nos meus aposentos me peguei pensando novamente no que o destino reserva. Desde que entrei de férias a minha vida tem sido um livro bem cheio de palavras e com poucas ações assim como um final ainda não escrito. O começo fazia parte da minha imaginação e eu achei que poderia escrever do jeito que eu bem entendesse porém, eu estava errado e tudo começou exatamente o contrário e isso consta o retorno de pensamentos antigos, situações que ainda não tinham sido aceitas e palavras com laminas afiadas. Li históricos antigos, e-mails que foram escritos com ódio e  lembrei da velha procura por um bau do tesouro. Nos dias de busca a quase um ano atrás eu realmente acreditei que tinha a chave mas não fazia idéia de onde estava esse bau. Me fizeram acreditar que o tesouro não era meu e que jamais seria. Como não podia deixar de ser não foi e por muitos meses a frente eu fiquei imaginando o que poderia ter acontecido se eu tivesse o procurado com mais calma, será que eu encontraria algo inestimavel ou um bau vazio? é tão incerto quanto o dia de amanha e esses pensamentos me faziam mal e somente me afastando fui capaz esquecer...

O tempo passou e hoje, sei lá, é dificil imaginar o que poderia ter acontecido e mesmo as pessoas me falando que esse tesouro não existe ou que não tem valor eu acredito nele por que eu sinto que la no fundo existe até mais do que se pode enxergar a olho nu, é como se fosse especial do jeito dele(a). Rezei muitas noites para que ela... digo o tesouro, esteja sempre bem e com o caminho iluminado...

No meio do livro que descreve minhas férias eu libertei-me de todos os pensamentos passados e me perdoei dos os grandes erros que cometi. Foram tempos de reflexão e a unica companheira que eu tinha era a música. Em uma conversa bem profunda com uma amiga ( Graziela ) ela disse que as coisas só mudariam se eu mudasse também. Palavras tocantes e ações um tanto quanto drásticas começaram a mudar o rumo das minhas ferias. Hoje dia 13 marca aproximadamente a metade do livro e nada daqui para frente está escrito mas o marcador já está na proxima página.

Talvez haja uma lição para se tirar desses pensamentos bobos que escrevi, essa sensação acredito que venha da impressão de que passei tanto tempo em busca de um tesouro que não merecia tanta atenção assim, mesmo quando eu já tinha desistido de procurá-lo.

Pelo menos reforça a idéia de que o passado já era e que devemos viver o hoje para que o amanha seja cada dia melhor. Eu ainda torço por um final feliz no livro de minhas férias mesmo que não seja escrito somente por mim...

E quanto ao bau? não foi meu e não sei dizer se um dia será... Mas se não for eu torço que o dono saiba dar o devido valor a ele.

****** MODIFICAÇÃO DE ULTIMA HORA ******
Algumas pessoas estão concluindo de forma ambigua o texto acima escrito que fala do bau. Eu quero afirmar que ele não tem absolutamente NADA a ver com refrigerantes de laranja por mais aguados que eles sejam  (Tipo Sukita).

< /Momento Sério >

Até a próxima Postagem!

5 Comentários:

Às 13 de janeiro de 2011 às 15:26 , Anonymous Anônimo disse...

Caro,

O baú está recebendo os melhores cuidados possíveis. Talvez não sejam os cuidados que ele merece, mas não é difícil que um baú tão belo, e ao mesmo tempo, com um interior tão valioso, receba o valor que lhe cabe.
Talvez a sua chave seja de outro baú, pois assim você poderá abrí-lo, e descobrir o tesouro que ele guarda, e que só você consegue estimar o verdadeiro valor. O valor do baú está sempre nos olhos de quem observa seu conteúdo.
Muitos baús inicialmente bonitos guardam coisas que aos nossos olhos são sem importância, mas pra outros, são o que realmente vale a pena.
Sucesso guri! Que você e os leitores do blog encontrem o tão aspirado final feliz.

 
Às 13 de janeiro de 2011 às 15:45 , Anonymous Anônimo disse...

"O essencial é adaptar-se. Já sei que com essa idade é difícil. Quase impossível. E contudo. Afinal de contas, meu exílio é meu. Nem todos têm um exílio próprio. A mim quiseram empurrar um alheio. Tentativa inútil. Transformeio-o em meu. Como foi? Isso não importa. Não é um segredo nem revelação. Eu diria que é preciso começar apoderando-se das ruas. Das esquinas. Do céu. Dos cafés. Do sol, e o que é mais importante, da sombra. É somente quando alguém chega a perceber que uma rua não lhe é estrangeira que a rua pára de vê-lo como um estranho. E assim com todo o resto."

Primavera num espelho Partido [pág. 17]

 
Às 13 de janeiro de 2011 às 15:50 , Blogger Henrique.F disse...

Agradeço muito os comentários acima, e de fato vocês estão totalmente certos e cheguei a algum tempo nessa conclusão. hehe, obrigado pela consideração e por terem lido o meu blog (Y)

Abraços

 
Às 13 de janeiro de 2011 às 20:15 , Anonymous Gleici disse...

Eis o meu comentário: nem todo baú e nem todo pomar valem a pena.
Como alguém que tem como clichê “A vida é bela” tenho que dizer que alegrias, tristezas, surpresas e ilusões (chuva às vezes) temperam o que quer que seja (e isso inclui a vida). Sim, o tesouro existe. Não, ele não é o que você imagina que seja (se meramente pensou na hipótese de não ser, não é). “Finais felizes” não são algo “encontrado” e sim CONQUISTADO. Felicidade é algo conquistada. A chave de um tesouro é conquistada (nem tudo é fácil de abrir como um refrigerante de laranja). Mas, algo para ser conquistado tem de valer à pena, ou alguém quer conquistar coisas ruins? Porque conquistar algo que não valha o “trabalho”? A vida (e isso inclui suas férias) é bela (eu sei que já disse isso) demais para ser desperdiçada com idéias de coisas que não aconteceram (ou já passaram). “Todo dia de manhã são nostalgias das besteiras de fizemos ontem”, então mude as “besteiras” de hoje, para as nostalgias de amanhã serem diferentes.

E quanto ao baú?
“O destino é Inexorável” Bernard Cornwell (autor de “Crônicas Saxônicas” lembra?)

PS: se eu ficar com gripe a culpa é sua.

 
Às 13 de janeiro de 2011 às 21:10 , Anonymous Anônimo disse...

Mano, seguinte. É só tu compra muita chave, e ir testando nos baús VELHOOO!
Nao fica encanado em um baú só naaaao, vai testando tooodos...alguns abrem e não têm nada dentro, outros têm alguma coisiiiinha!

SAEHSUAHEU, to zuando, claro!
Mas to gostando muito do seu blog!

E lembre-se, refrigerantes perdem o gás com o tempo! :)

 

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